domingo, 23 de novembro de 2008

BPN - Banco Português Nacionalizado - (2)


Em balanço a opinião pública provavelmente já decidiu. Mesmo com 120000 professores do secundário na rua e com o ministério da educação em guerra aberta com os sindicatos a reeleição está garantida. O PSD e algumas figuras do imaginário cavaquista conseguiram o feito.

Creio que será extraordinariamente difícil a um ano de eleições e consequentemente a seis meses de campanha eleitoral que este assunto passe ao lado de quem está a planear a estratégia do PS.


Não me surpreende, que o caso BPN esteja para o PSD como o caso Casa PIA está para o PS.


A luta vai ser rija!

domingo, 16 de novembro de 2008

BPN - Banco Português Nacionalizado -


Alguns dias depois, o post serve para não esquecer o que está em causa!


"O Governo acaba de anunciar que vai propor à Assembleia da República (AR) a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN).
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse no briefing, após a reunião do Conselho de ministros extraordinário que se realizou este domingo, que o Governo decidiu propor à AR a nacionalização do BPN porque o banco se encontra numa situação «muito delicada», estimando-se perdas acumuladas de 700 milhões de euros.
Teixeira dos Santos revelou que o BPN apresentou um plano de saneamento ao Banco de Portugal (BdP) que foi recusado, por se considerar que não vai no melhor interesse dos contribuintes. Assim, o Governo optou por nacionalização, numa medida que rotulam de «anómala» e «extraordinária».
O ministro anunciou ainda uma conferência de imprensa para esta tarde, conjunta com o Banco de Portugal, para dar mais pormenores sobre o projecto de nacionalização."

SO WHAT

MILES & COLTRANE num momento raro!


Sound & Lyrics

O PESO DA POSSE



"O Governo criou um novo veículo financeiro, os fundos de investimento imobiliários para arrendamento habitacional (FIIAH), com o objectivo de estimular o mercado de arrendamento e de oferecer aos detentores de empréstimos à habitação uma forma de venderem os seus imóveis (libertando-se da dívida com a casa ao banco), mas continuarem a residir no mesmo imóvel como arrendatários."
Os Srs Reitores ainda não compreenderam o potencial de uma solução deste tipo. Fica a sugestão!

Agora melhor explicado!

"O Governo criou um novo veículo financeiro, os fundos de investimento imobiliários para arrendamento habitacional (FIIAH), com o objectivo de estimular o mercado de arrendamento e de oferecer aos detentores de empréstimos à habitação uma forma de venderem os seus imóveis (libertando-se da dívida com a casa ao banco), mas continuarem a residir no mesmo imóvel como arrendatários.A venda da casa aos FIIAH oferece um conjunto de benefícios fiscais, entre os quais, a isenção do pagamento, em sede de IRS, das mais-valias obtidas com a venda da casa ao fundo de investimento. No entanto, para usufruir desta benesse do Estado as famílias não podem cessar o contrato de arrendamento celebrado com o fundo antes da data estabelecida entre ambos e são obrigadas também a recomprar o imóvel, algo que poderá ocorrer no máximo até ao final de 2020. A proposta do Orçamento do Estado para 2009 estabelece ainda que o arrendatário fica impossibilitado de recomprar o imóvel no caso de falhar o pagamento da renda por um período superior a três meses. Ainda existem muitas dúvidas sobre a forma como irão na prática funcionar estes novos fundos de investimento, que serão sobretudo de iniciativa privada, constituídos por sociedades gestoras direccionadas para o arrendamento habitacional, explicou ontem o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. O responsável pela pasta das Finanças não excluiu, ainda assim, a possibilidade de entidades públicas ligadas à habitação virem a actuar neste nicho de mercado. Tanto a Deco como a Sefin, ambas associações de defesa do consumidor, consideram que, à primeira vista, a criação destes fundos são positivas, em especial para o caso das famílias que estão sobreendividadas ou com dificuldades em comportar o aumento dos encargos com o crédito à habitação. Mas consideram que é preciso conhecer mais detalhes para perceber se na prática esta será mesmo uma boa opção. "

UNIVERSIDADE EM LOCKOUT

"A Reitoria da Universidade do Minho anunciou, esta sexta-feira, que irá fechar a maior parte das instalações durante, pelo menos, duas semanas. O objectivo é que, ao cortarem nos custos, consigam uma poupança de forma a pagarem os subsídios de Natal. Esta decisão foi anunciada num comunicado à Academia pelo reitor, Guimarães Rodrigues. "

Os custos! Não há duvida que a universidade quando não está a leccionar apenas gera custos! Não existe mais nada como é obvio! Encontramos uma boa forma de resolver qualquer questão:
Porque é que os Portugueses não vão para espanha para poupar? Fechavamos o País durante dois ou três meses e poupavamos!
"Recentemente, a Associação Académica da Universidade do Minho tinha sugerido, como medida simbólica, o fecho da instituição para poupar dinheiro. "
Ora aí está! As novas gerações a pensar bem! Quando há dificuldades fechamos simbolicamente. Ou seja fechamos apenas para os media saberem que estamos descontentes, mas sem fechar!
É facil de compreender !

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

JUROS DOWN!!!

O Banco Central Europeu voltou hoje a mexer na sua taxa directora para fazer um corte no preço do dinheiro em meio ponto para os 3,25 por cento, com os analistas a apontarem uma baixa para os 2,0 por cento até meados de 2009. Teixeira dos Santos já disse que a decisão trará alívio às famílias portuguesas.

O ministro das Finanças considerou que a descida para os 3,25 por cento da principal taxa directora do BCE é "uma medida importante e uma boa notícia para todos nós", representando um alívio para as famílias e empresas portuguesas.

"As taxas de juro têm vindo a descer nas últimas semanas. É um sinal que as iniciativas concertadas que os governos europeus têm vindo a tomar estão a ser importantes no sentido de recapitalizar e dar garantias ao sistema financeiro", considerou Teixeira dos Santos após ter intervindo no debate da proposta de Orçamento do Estado para 2009. Analistas acreditam na queda da taxa para os 2 por cento em 2009 De acordo com analistas ouvidos pela Agência Lusa, Jean-Claude Trichet praticamente admitiu durante a semana passada que esta quinta-feira iria ocorrer novo corte da taxa de juro de referência da Zona Euro, depois da mexida no início de Outubro passado.

Tiago Lavrador, analista do BES, sustenta que a "grande debilidade económica" e a mais que previsível baixa na taxa de inflação justificam esse corte. Para o analista do BES, a economia europeia deverá assistir até meados do próximo ano ao corte gradual da sua taxa directora até aos 2,0 por cento. A mesma opinião é sustentada por Teresa Gil Pinheiro, do BPI, que prevê essa meta dos 2,0 por cento a ser atingida já em Março próximo.

José Maria Brandão de Brito, analista do BCP, aponta mesmo para uma descida até aos 1,5 por cento no preço do dinheiro. Abrandamento da inflação dá espaço de manobra a Trichet A taxa de inflação da Zona Euro recuou no mês passado 0,4 pontos percentuais para os 3,2 por cento.

Trata-se do valor mais baixo deste ano, ficando ainda assim longe do objectivo do BCE, que aponta para os 2,0 por cento. Porém, com o cenário de recessão cada vez mais real, o abrandamento da pressão inflacionista provocado por esse abrandamento económico concedeu ao chefe do banco central europeu margem de manobra suficiente para decidir o corte nas taxas directoras. Taxas Euribor mantêm tendência de queda

As taxas Euribor mantêm-se na trajectória descendente iniciada há três semanas, registando hoje nova queda, com a Euribor a 3 meses a registar o valor mais baixo desde 10 de Março. A Euribor a 3 meses desceu 0,071 pontos percentuais, para 4,592 por cento. A taxa a 6 meses, a mais usada nos empréstimos para habitação em Portugal, caiu 0,065 pontos, para 4,651 por cento. A Euribor a 12 meses baixou 0,063 pontos, para 4,701 por cento.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Welcome Obama!

WASHINGTON (CNN) -- The global economy is tanking, U.S. forces remain tied up in Iraq, Afghanistan is on a downward spiral -- one might wonder why anyone would want to be U.S. president during these trying times.

Economic and population growth will strain resources, says National Intelligence Director Mike McConnell.

Recently, the nation's chief intelligence officer weighed in, painting an even more somber picture of a far more complicated world.

National Intelligence Director Mike McConnell looked beyond the immediate future, focusing on what his analysts are telling him about the challenges the world community is likely to face by 2025. It isn't pretty.

Speaking to an annual conference of intelligence officials and contractors, McConnell said demographics, competition for natural resources and climate change will increase the potential for conflict.

President-elect Barack Obama may get a glimpse of some of those challenges on Thursday. McConnell is expected to lead Obama's first top-secret intelligence briefing, according to U.S. officials familiar with the process.

A team of intelligence briefers has been named and is ready to discuss with Obama the Presidential Daily Brief, similar to the one provided to President Bush, says a message to CIA employees obtained by CNN.

According to McConnell's outlook, economic and population growth will strain resources. "Demand is projected to outstrip the easily available supplies over the next decade," he said at the annual conference.

The intelligence community's forecast indicates oil and gas supplies will continue to dwindle and production will be concentrated in unstable areas, he said. And there appears to be no relief at hand.

McConnell said studies have shown that new energy technologies -- such as biofuels, clean coal and hydrogen -- generally take 25 years to become commercially viable and widespread.
The lack of access to safe, reliable water will reach unprecedented levels over the next 20 years, he said, and 1.4 billion people in 36 countries are likely to face water shortages that will have a substantial impact on food production.

"Climate change is expected to exacerbate those resource scarcities," he said.
McConnell spoke of the unprecedented transfer of global wealth from West to East. By 2025, China is projected to be the second-largest economy and on its way to becoming the largest. India will grow to be the second- or third-largest economy.

All of this adds up to an unstable future. "Given the confluence of factors from a new global international system, increasing tension over natural resources, weapons proliferation ... we predict an increased likelihood for conflict," McConnell concluded.

Among the problems that aren't going away is terrorism -- an issue that did not get as much play as it initially appeared it would during the presidential campaign. McConnell said the descendants of long-established terrorist groups "will inherit organizational structures, the command and control processes and the training procedures necessary to conduct sophisticated attacks."

He said he is particularly concerned that a terrorist group will acquire and use biological agents to create casualties greater than the September 11, 2001, attacks.

In addition, he warned that a nuclear-armed Iran would "sow the seeds of instability and potential conflict" in that region on a scale that could affect the entire world.

Although the risk of a nuclear attack is "very low" over the next 20 to 30 years, McConnell said, "That possibility is grayer in the future than it is today."

So what does this mean for the new president?
"After the new president-elect's excitement subsides after winning the election, it is going to be dampened somewhat when he begins to focus on the realities of the myriad of changes and challenges we are going to face in the future," McConnell said.

EUA Election DAy !!

Começou o apuramento dos votos nos EUA.

às 0:09 GMT!

Obama : 48% / McCain : 51%

God bless America!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

10 anos depois - um texto revisitado


Certa vez um bom amigo, preocupado com a sua vida, com a fragilidade da sua existência, com a inoperância do seu relacionamento, com o falso armistício com o seu pai, com o alheamento dos amigos, me disse que tinha perdido a vontade de lutar. Tive dificuldades em responder, trinquei a bifana quente e assustada, olhei para o folclore das roulotes e esperei que uma brisa me ajudasse. Respondi que sempre seria assim, que teria que vencer a espessura dos hábitos, que teria que conciliar a sua procura pelo transcendente com o imanente, que teria de encontrar sonho nas coisas mais insignificantes. Ele abocanhou a sua bifana, deu um trago na cerveja, respirou suavemente e olhou para mim. Voltou à cerveja e finalmente disse que não compreendia o que lhe tinha dito, que era isso de transcendente, de sublime, quando no seu horizonte nada de extraordinário lhe aparecia, que raio de discurso era o meu. Tive um momento de surpresa, estava convencido que bastava. Quando tentei articular uma resposta, uma voz, cínica, sobrepõem-se à minha e diz:
- Então, o amigo quer ser feliz, é?
Continuou, sem ninguém lhe responder.
- Pois, se quer e não sabe, é parvo, pois os manuais já estão escritos.
Respondeu-lhe o meu companheiro.
- Ouça, não me parece em grande forma para me ensinar o caminho da felicidade.
Sorriu, voltou-se para mim e disse:
- Talvez seja melhor, ouvir a treta, aqui do seu amigo. Do equilíbrio entre o transcendente e o imanente, não é? Pareceu-me uma boa teoria.
Não respondi imediatamente, olhei para o chão e franzi o olhar. Recordei-me dos momentos em que tive a certeza que era completamente feliz. Pareceu-me o estado mental correcto para fazer face à provocação. Disse-lhe em seguida:
- Talvez tenha razão, não me sinto nada preparado para ensinar o caminho da felicidade. Talvez nos possa ajudar.
Pensei que o homem me iria dizer um conjunto de banalidades, que cada um faz o seu caminho, que na cama que fizeres nela te deitarás, que o mundo está ali fora à nossa espera, mas não, e para surpresa...
- Olhe, o caminho da sua felicidade e da do seu amigo, está na vossa capacidade de alheamento...
Franzi o olhar e voltei-me para o meu desalentado amigo. Ele retribui-o um olhar estupefacto. O nosso estranho companheiro continuou...
- Falo-vos de alheamento porque é a única forma de não sermos confrontados com a realidade medíocre. A lógica desta afirmação precisa, de facto, de ser elaborada. Mas creio que quanto mais longe do mundo prosaico, mais alienados da conceptualização da existência, mais felizes somos.
O homem, tinha um discurso estranho, mas coerente. Atrás de um bigode à taxista, de um cabelo lambido, de um blusão a imitar couro e de um conjunto de sapato bicudo e meia branca, escondia-se um conhecimento que estava interessado em explorar, e perguntei.
- Mas, à alguma forma de promover esse alheamento?
Pensou um pouco e respondeu.
- Não me parece, o êxito de uma existência, com tudo quanto tem de singular, consiste na fatalidade que a domina. Ou melhor, nas fatalidades.
O meu amigo, que se tinha mantido ausente da conversa, deu o gole na cerveja e perguntou.
- Está a referir-se às agruras da vida, aos imponderáveis, às dificuldades de comunicação?
O nosso interlocutor sorriu. Viram-se os dentes mal tratados por anos de tabaco rasca. Pegou num lenço. Levou-o ao nariz, antes de se assoar disse:
- Parece que me estou a exprimir em forma de enigma. Mas as fatalidades a que me referia não estão nada relacionadas com o que foi dito, pelo contrário, refiro-me ao que o senso comum considera como rampa de lançamento para a felicidade. Refiro-me à inteligência, à erudição, à sageza, à educação ao conhecimento e à beleza.
O meu amigo abanou a cabeça e disparou.
- Isso é um absurdo.
- Mas olhe que não. A beleza, pode afastar quem nos rodeia daquilo que realmente somos. As restantes, são mais graves, quanto mais evoluímos nessas características, mais conhecemos as angustias e ressentimentos da existência. Quem vive no meio de ressentimentos e angustias não pode ser feliz. A única fuga é o alheamento, ou então não procurar a elaboração.
Fez-se um pouco de silêncio. O momento impunha. Articulei um comentário.
- Mas é um processo imbecil o Homem não se aperfeiçoar...
- Por essa razão, é que a única fuga é o alheamento. É a construção de um mundo interior a toda a prova, que nos agrade e conforte sempre que nos acolha. É a forma de contrabalançar o restante. Quem não gosta de si, tem dificuldades em gostar de alguém.
- E se seleccionarmos as nossas atenções...
- É apenas uma panaceia, quem começar nunca mais termina. As características fatais assim o exigem. Também, em tempos, pensei que se meditar apenas sobre problemas que o sejam verdadeiramente poderia livrar-me da caminhada fatal. Mas não, neste processo confrontei-me com a escolha do verdadeiramente importante, que por si só me consumia todo o tempo. Sem remédio...
Estava aturdido com a resposta, precisava de saber mais...
- E qual é a conclusão?
- A conclusão? Bom, parece-me que quem incorporar as características fatais em si pode optar. Pode querer alhear-se e ser feliz, ou continuar a sina fatal e apenas ter ténues momentos de felicidade. Mas ser mais consciente do mundo que o rodeia.
O homem olhou para o relógio, disse que já era tarde. Tinha que trabalhar. Ia apanhar o turno das seis da manhã. E foi-se embora num passo lento.
Recordo-me muitas vezes deste encontro. Recordo-me das contradições. Recordo-me de um homem com aspecto de marialva e discurso sábio. Tenho agora a certeza de que o que é verdadeiramente real é a perplexidade constante em que vivemos.
Quando voltava da feira de roulotes para casa. O cacimbo da noite tinha coberto os vidros do automóvel. Enquanto conduzia, procurando o caminho por entre o limpa-vidros, voltei-me para o meu amigo melancólico e perguntei-lhe:
- Sabes, algum outro caminho para a felicidade?
- Não. Não sei se quero ser feliz.
FIM

Obama que estás no céu!

Não há muito mais a acrescentar! Temos kilometros de tinta de escritos e Terabytes de informação sobre a Obamamania. Mas este vídeo é digno de ser Visto.

Era exactamente o que faltava! Após a implosão do um sistema que acreditava que tudo era possível. Vamos lá cantar.

YES WE CAN!

Deolinda My LOve

É claro que de vez em quando somos surpreendidos! E é exactamente o que me aconteceu.

Um som curioso e perspicaz fazem destes: a banda com mais interesse dos últimos tempos. Nenhum falso moralismo, nem critica fácil.·
Apenas!

Apenas somos como somos, e se possível com vontade de melhorar.


EIS OS DEOLINDA!

Gustavo R. Dias